domingo no parque.

estou com muita coisa no peito para ser dita. mas para ser dita assim, para ninguém. coisa demais no peito, o suficiente para explodir em silêncio e destruir dias e mais dias meus. coisas que me fazem mecher na cama de um lado para o outro, sem sono, sem nada. coisas que simplesmente existem dentro de você uma hora e você precisa jogar para fora. restos de restos de restos de restos. que se acumulam por tanto tempo que você precisa se livrar deles para poder arranjar espaço para o novo.

e também tenho dúvidas aqui. dúvidas que me fazem ponderar e pensar. e pensar. e querer alguém para me ajudar a pensar. mas não apenas alguém, alguém que realmente se importe, alguém que me diga que devo fazer. não quero conselhos nem dicas, quero caminhos a seguir. ao menos uma vez quero alguém para me dizer: “siga o caminho dos tijolos amarelos.” porque eu sei que seguindo essa trilha chegarei a um caminho. e cara, eu queria que fosse o melhor caminho para todos. porque eu não agüento dúvidas. eu queria um pouco de certezas nessa vida. só um pouquinho e estaria bom. como certeza de que amanhã eu não vou acordar ou que vou acordar. não importa o fim, eu quero a certeza de que é o que é. nada mais de dúvidas para mim, senhor garçon. traga-me uma certeza das fortes. daquelas que descem arranhando tudo, destruindo tudo, das que descem manso e se acomodam no estômago dando a sensação de frescor e conforto. não importa!

quero deitar e dormir. na minha cama, na minha casa. quero casa, comida, roupa lavada. quero filhos na escola, esposa que me ame, trabalho que me satisfaça – não monetariamente, que satisfaça meu espírito – quero tudo o que todos querem, quero o bem estar e o conforto e a segurança das certezas. ao menos por um dia, ao menos por uma tarde. quero um domingo com a família, como dizem que os domingos deveriam ser, como eram os domingos do começo das minhas lembranças. manhãs na praia, avô, avó, tia. almoços com eles. tv com eles, quando eu não tinha gostos, quando eu gostava do que eles gostavam. sinto falta de ser a criança. sinto falta de todos os domingos bons.

agora eles me destroem, me deixam assim: gordo, sem camisa, sem sono, com calor, dor nas costas, tenso, sentindo falta de domingos, domingos! não deveríamos sentir falta dos domingos. mas eu sinto…eu sinto falta do que está comigo e do que se foi. sinto falta de quem está perto e de quem está longe. de quem está mais longe ainda mais. sinto falta do ontem e sinto falta do amanhã. porque o presente é duro demais para ser vivido.

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2 respostas para domingo no parque.

  1. nelson disse:

    foooooooooodaaaaaa

  2. Tatii disse:

    as vezes acho que vc é minha pessoa preferida véi…
    pq, sei lá, vc é massa, eu lhe respeito, e pra falar a verdade eu nao respeito quase ninguem e penso mal de todo mundo =p.
    e esse texto tá foda.

    muita coisa no peito pra ser dita.
    =*

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