jogo.

é tudo um jogo. o mais perigoso de todos. um jogo em que orgulho fala alto e custa caro e que o primeiro a se rebaixar tem grandes chances de perder. e ele sempre perdia nesse jogo. ele sempre acabava se rendendo pouco antes da hora, porque ele não tinha um bom timing, ele nunca sabia se era hora de admitir aquilo ou se não era hora de dizer. com ele, ou era cedo demais ou tarde demais, nunca era a hora certa. e tudo isso influencia demais nos jogos de azar.

e o amor é um jogo de azar.

ele começava sempre na defensiva, nunca acreditando nas brincadeiras, nunca achando que elas podiam ter algum sentido a mais, que elas eram apenas brincadeiras e nada mais. ele nunca foi de acreditar muito nessas coisas, além de nunca ter sido bom com os detalhes, com o que se deixa no ar. seu nariz para coisas daquele tipo era muito pouco apurado. e quando resolvia agir ou era tarde demais ou não era a hora certa ou não era a moça certa. enfim, era sempre um erro atrás do outro.

e ele amava essa mocinha…essa mocinha que era tudo para ele. era nela que ele apostaria todas as fichas na hora do jogo.

e ele apostou.

e ele perdeu.

e assim seguia…

até que um dia…

(aqui entraria toda uma história de como ele conseguiu conquistar o amor de sua vida, essa mocinha em quem ele apostara todas as fichas, sendo do jeito que ele era, mas eu gosto de ser fiel à realidade, por menos que pareça, e todos sabem que ninguém conquista o amor de sua vida sendo do jeito que se é. ser quem se é parece nunca ser o bastante.)

até que um dia ele resolveu que não fazia diferença. formou-se, construiu sua casa, montou sua biblioteca, completou suas discografias e viveu.

viveu porque não tinha mais opções. porque era isso ou morrer.

casou-se, viu sua mulher ganhando barriga, viu-a suando frio na hora do parto, uma, duas, três vezes, talvez até mais. teve filhos, criou seus filhos, ensinou o que eram as coisas que deveriam saber, mostrou os caminhos que haviam e ensinou que tudo depende de escolhas, viu seus filhos fazendo escolhas que nem sempre o agradavam, mas não interferiu em nenhuma delas. viu a mulher, mãe de seus filhos, se tornar uma lembrança. viu os filhos crescendo, casando, morrendo, tendo filhos… viu os filhos de seus filhos nascerem, viu alguns chegarem a certa idade e morreu.

morreu porque não tinha mais como viver. já tinha visto coisas demais. e uma hora, viver cansa. um hora tudo o que se quer fazer é deixar de existir.

é tudo um jogo.

alguns têm sorte, outros azar.

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3 respostas para jogo.

  1. diogo disse:

    e tu man, tais tendo sorte ou azar?
    força e honra! o/

  2. nelson disse:

    muuuuuuuuuuitoooo maaaaaasssaaaaaaaaaaaaaa!!!

    força e honra cara!

  3. Tatii disse:

    sim, o amor é um jogo de azar mesmo… e como vc disse no fim, td eh um jogo, mas o amor principalmente -.-”

    =*

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