janeiro.

então veio o dia um do ano de dois mil e nove e eu achei que seria um ano bom – eu tinha altas expectativas quanto ao que viria – , e foi, mas o início – vamos dizer os quatro primeiros dias – me fez crer que tudo seria péssimo, do mês um ao doze. ainda bem que errei.

começando do começo, acho que nunca tive uma virada de ano tão ruim quanto a desse. mas é claro que tive, em algum daqueles anos que eu passei o revéillon com a minha mãe e minha tia e a irmã da minha mãe, essa minha tia aí, resolveu me levar pra algum desses locais que ela acha que são bastante chiques, mas eu resolvi que não faria a menor diferença para mim, então, ok. mas fora esse ano novo – que acho que foi o de 2002 – esse de 2009 foi o pior ano novo da minha vida, sem dúvida.

e tudo se refletiu bem nos dias seguintes. na verdade, os três dias seguintes foram bem bons. passamos os dias na praia e tudo mais e, mesmo um tanto alcoolizados, conseguimos nos divertir, mas no dia quatro de janeiro – e lembro bem porque havia trânsito no caminho de paripueira à maceió – recebo uma ligação que não me fez bem e me faz descartar a possibilidade de um ano bom que vem na minha frente. faltavam trezentos e sessenta e um dias e eu já achava que todos eles seriam uma grande merda. como eu já disse, eu estava errado.

o tempo foi passando, dia a dia se arrastando até que eu entrasse no avião e fosse rumo ao desconhecido. e fui com vontade de simplesmente conhecer coisas, ver o que nunca vi, entender que existem coisas que nunca imaginei, perceber que as pessoas que antes eram apenas teorias, eram reais, palpáveis. tinham cheiro, textura, calor.

por mais triste que eu tenha me sentido no começo do ano, por causa do telefonema dito ali em cima, eu acredito que tudo o que aconteceu durante a viagem foi muito bom. as conversas, as brincadeiras, os lugares. às vezes eu me pego pensando que eu conheci tudo isso, que é tudo bem real e como foi bom.

depois de brincar de ser turista, desconhecendo todas as cidades em que passei, andando como se tivesse alguma idéia de para onde ia, quando na verdade não tinha a menor noção de direção, tive que voltar ao lar, aos amigos, às noites que agora eram regadas a álcool e diversão.

assim como ele veio e chegou como se fosse o dono do ano inteiro, janeiro acabou e me trouxe pessoas e álcool e me levou pessoas e um pedaço da alegria. mas a alegria voltaria alguns meses depois, como veremos na continuação desse ano de dois mil e nove que está tão perto do fim quanto um antílope na boca de um leão.

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4 respostas para janeiro.

  1. Cheiro de chá branco. Janeiro foi bom, acredite…por mais estranho que tenha sido…é sermpre bom lembrar de coisas ruins, quando elas estão longe…Elas ficam saudosas.
    que brega. hgahahaha

    =******

  2. nelson disse:

    acho que voltamos de paripueira dia 4.

  3. isabelle disse:

    deixei comentario aqui mas nao apareceu =O
    Eu dizia – janeiro foi uma experiencia legal =)

  4. Sarah Mendes disse:

    paripueeeira 🙂
    o transito tava tensoo. :~

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