um passeio.

quando cheguei aqui ela estava lá, não mais comigo, e é assim que a vida nos faz permanecer por tempos mais longos do que gostariamos de passar. quando cheguei aqui, na verdade, ela não existia. nada existia, essa coisa que hoje a gente chama de nós. então, quando passamos a existir, estar aqui se tornou uma tortura maior que era antes mesmo de tudo ser o que é e cada segundo é um segundo de saudade, como em canções de amor bregas e textos clichês sobre o que é estar como eu e ela estamos. vocês entendem o que quero dizer? acho que sim, mas é bom sempre esclarecer. vocês não acham que é uma coisa boa deixar tudo claro?

enfim, hoje eu venho aqui para tentar um texto porque faz muito, mas muito tempo que não escrevo – na verdade, há um texto escrito nesse mês de março, mas ele está no caderno e tive problemas com a digitação dele, já que o pc não colaborou nesses dias e o tempo – sempre o tempo – não deu pra render tanto quanto eu gostaria que rendesse nesses dias de ovos de chocolate. a verdade é que perdi a mão para textos e já no começo desse segundo parágrafo eu não tinha mais nada sobre o que falar, por isso mudei completamente de assunto. e provavelmente é isso que farei no próximo parágrafo, assim que ele vier.

eu deveria estudar. sério. eu deveria ler agora, mais uma vez, o capítulo de constipação intestinal ou até mesmo dormir para acordar amanhã cedinho e então ler tudo o que devo ler, mas creio que não será isso que farei, de verdade. é provável que nesse exato momento eu procure vídeos do pânico na tv, enquanto na televisão está passando o cqc. e as palavras me fogem muito e cada vez mais.

ontem eu tive uma idéia de texto, mas as palavras estão fora de mim. preciso treinar um pouco mais, preciso ler um pouco mais, preciso me entusiasmar, voltar a ler os quadrinhos que eu adoro e faz tempo que não leio. há tempos não leio alan moore (e vou voltar a ler tom strong e começar, finalmente e dessa vez vai, a elogiadíssima promethea), grant morrison (e continuar a loucura psicodélica d’os invisíveis), brian michael bendis (com seu homem aranha que torcemos que seja a base para o próximo filme do aranha), warren ellis (ensinando aos jornalistas tudo o que eles realmente precisam saber – e que não aprendem na faculdade – com o insano spider jerusalem – além de terminar crécy, que é muito, mas muito legal) e me decidi que sim, voltarei a ler estranhos no paraíso do terry moore (e não, ele não é parente do alan, até onde sei).

domingo, depois de muito tempo lendo os irmãos karamázov, eu terminei um dos melhores livros que li. fabuloso do tipo que me faz sentir mal por não escrever bem. quase como ler philip roth (nada me faz me sentir tão bem e ao mesmo tempo tão mal quanto ler philip roth, o homem é um mestre e não tem como negar isso. ele começou bem, seguiu bem e até agora, aos 77 (?) anos, continua fabulosamente bem. estou esperando que dois volumes da library of america dele cheguem para poder lê-lo no original, coisa que só fiz uma vez, com indignation, um romance fabuloso que já tem tradução (cara) da Cia das Letras. estou ansioso para poder lê-lo mais uma vez. hoje comecei a leitura de um livro que comprei em janeiro, quando não devia comprar nenhum livro, mas não resisti e acabei adquirindo três volumes (dois do chuck palahniuck, um dos quais já li, e o lobo da estepe, de herman hesse, que é o que comecei hoje de manhã, logo depois de terminar de estudar os transtornos de personalidade e pouco antes de dormir no ônibus que me trouxe para longe dela, o lugar onde eu menos queria estar.)

peter parker a magoou. ele está dizendo isso para a tia may na televisão. ela, nesse caso, é mary jane watson, ex futura parker, mas a verdade, e não dá pra negar uma coisa dessas, é que esse filme magoou a todos aqueles que já seguraram uma das revistas do homem aranha em suas mãos e leu pelo menos uma história. sério. eu senti vergonha quando vi essa película no cinema, vergonha como não sentia desde x-men 3 – e, porra, aquilo foi muito vergonhoso.

e vamos criar uma continuidade entre dois parágrafos falando sobre o que é vergonhoso. e o assunto agora é frank miller. é sério… o que diabos aconteceu com ele? digo… desde o cavaleiro das trevas dois, aquela coisa triste e deprimente, ele só tem feito lixo atrás de lixo – e dessa vez vou até procurar citar alguns lixos dele além da direção de spirit e o roteiro de all star batman e robin – o garoto prodígio, que eu devo lamentar ter comprado a edição número 4 da edição da panini. reza a lenda, amigo leitor invisível, que ele estava fazendo tudo isso para provocar os leitores, provando que não importa a merda que ele faça, vai vender. mas… a verdade destoa disso e não há como negar. acabei de ver uma notícia dizendo que a série all star batman e robin, que teve as edições 11 e 12 canceladas, vai volta no mundo de o cavaleiro das trevas, a obra fantástica de distopia super heróica. a decadência do colante com um batman durão gigantesco. temo por esse universo. temo mesmo porque… é um local interessante, de onde poderia sair o último filme da trilogia batman dirigido por christopher nolan, embora eu acredite que não será nada disso (mas, vamos lá, um filme contando a origem, outro o ápice – como foi o segundo – e o outro a queda – sem referências à queda do morcego, nada além do nome – seria muito bom. ao menos é o que acho. continuando nos temores millerianos, temo a sequencia de 300 e acredito que o cinema e a fama hollywoodiana está tomando a cabeça de miller mais do que devia (vamos tomar umas aulas com o tio alan moore de como botar pra foder com essas porras, ou simplesmente aprender com o tio gaiman a ter boas relações em todas as áreas sem estragar suas obras, porque o gaiman ainda detona com seus contos).

um texto ruim motivado pela vontade de escrever e a incapacidade de fazê-lo. a vida não é fácil, não é mesmo? e a saudade é um mar, estrada que dói. preciso de novas músicas, novas descobertas – velhas ou novas, veja só, ano passado é que descobri o roth e ele não é novo. preciso da música que não sinto mais, preciso das idéias, da inventividade, preciso de mais tempo, de coragem pra emagrecer, exercitar, nadar, ler, escrever, mas a verdade é que na verdade o que eu mais preciso mais é da comida da mãe, da conversa com o pai, do domingo com a avó e do abraço, do cheiro e do beijo d’Ela. todo o resto além é luxo.

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3 respostas para um passeio.

  1. nelsonnetto disse:

    bom, porém filler.

  2. Isabelle disse:

    ownn que bonitinho :~~

  3. Marden disse:

    Pois é, man, sei como é estar longe.

    Mas continue no esforço que um dia os textos textos voltam.

    Ps:Roth num é o planeta do começo do episodio V ?

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